Acompanhar a conferência nos jornais portugueses pode parecer uma guerra de contrastes:
-alguns jornais assumem uma posição muito extrema relativamente ao problema;
-outros publicam algumas opiniões divergentes sobre o que causa realmente o aquecimento global e as mudanças climáticas, preferindo chamar atenção ao “climategate“.
Apesar de não entrar na parte científica mais complexa deste problema, fica aqui o link mais esclarecido para acompanhar quase em tempo real.
Quanto aos cépticos que por ai existem relativamente ao aquecimento global, puxem pela cabeça: mais CO2 emitido, tempo de residência maior na atmosfera, CO2 é um gás de estufa…é só fazer as contas!
Eis aqui uma notícia muito interessante sobre uma possível alternativa aos paineis solares , utilizando igualmente a energia solar de um ponto de vista sustentável ( e bem que poderemos pensar nisso num país como o nossos, com a quantidade enorme de horas solares ao longo do ano).
Actualmente, do ponto de vista tecnológico, os paineis solares ( fotovoltaicos ou não) ainda não têm uma elevada capacidade de captação efectiva da energia solar. Há vários tipos de investigação de ponto com o intuito de melhorar o rendimento ( materiais compósitos, revestimento com líquidos ionicos, nanotecnologias para mimetizar fotossíntese, etc.), mas uma das mais promissoras tecnologias está a ser motivo de tese de doutoramento de um dos alunos do programa doutoral onde trabalho. Mais não posso dizer ainda, mas…e se as telhas da sua casa pudessem captar a energia solar, ao invés de ter um painel pouco estético por cima daquelas?
Esta noticia do DN , é um tipo de notícias que surgem agora com frequência nos nossos jornais, no qual o jornalista, por desconhecimento e por acreditar no departamento de marketing de certas empresas, escreve de um modo entusiasta sobre situações “boas para o ambiente”, omitindo informações importantes ou referindo certas afirmações que carecem de rigor científico-tecnológico.
Em primeiro lugar, o mercado de créditos de carbono não é “eco-friendly”; os países ricos compram esses créditos ( permitidos pelo Protocolo de Quioto), mas a quantidade emitida (em termos absolutos para o planeta Terra) é sempre contabilizada. Ou seja, a Dinamarca fica melhor vista no retrato da sua quota própria, mas no global, o planeta recebe as emissões à mesma. Segundo, a “reutilização” do CO2 referida, é apenas ao nível energético. Pode-se pensar que, como as turbinas criam electricidade, alguma da energia gasta para a incineração é reutilizada . Mas a realidade é que o CO2 (o gás, bem entendido), vai mesmo para a atmosfera e por isso, a incineração, por muito optimizada e eficiente que esteja,é mesmo uma fonte de dióxido de carbono para atmosfera.
Esperemos que estes entusiasmos não venham a encobrir outros motivos… ou que a iliteracia jornalística tenha um pouco mais cuidado quando se propõe abordar assuntos deste com ânimo leve…
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A energia solar, sendo renovável, possui no entanto diversas limitações na sua tecnologia.Mas não será isto que nos dá um grande alento para o futuro?
Aqui fica igualmente um artigo interessante sobre comparação entre consumos energéticos para diversos meios de transportes e que tal isto para uma novidade fresquinha em termos de tecnologia solar?
Filed under: Energia e Ambiente
Ao que parece, estamos ainda a ultrapassar os limites de emissões de dióxido de carbono, mas agora menos do que o previsto. Grande parte deste aumento não se deve à indústria (a qual continua a diminuir as suas emissões), mas sim aos transportes e, em último caso, à excessiva utilização do transporte individual. Para quando uma alteração de hábitos? Que medidas poderíamos implementar? Fica em aberto para os alunos do 8º Ano poderem discutir nos Comentários.
Filed under: Energia e Ambiente
Para os alunos do 8 ano que irão construir um forno solar, aqui fica umas dicas neste ficheiro sobre como construirumfornosolar.
Aqui ficam mais um link que vos pode ajudar. Já sabem, qualquer dúvida usem a caixa de comentários.